Sobre Mortágua
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Vila de Mortágua

Mortágua é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, região Centro e subregião do Dão-Lafões, com cerca de 2 800 habitantes. É sede de um município com cerca de 248,59 km² de área e 10 379 habitantes (censos 2001), subdividido em 10 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Águeda, a nordeste por Tondela, a leste por Santa Comba Dão, a sul por Penacova e a oeste pela Mealhada e por Anadia.

As freguesias de Mortágua são as seguintes: Almaça, Cercosa, Cortegaça, Espinho, Marmeleira, Mortágua, Pala, Sobral, Trezói, Vale de Remigio.

O feriado municipal coincide com a festividade religiosa Quinta-Feira da Ascensão.
Lenda do Lago

Pode-se, talvez com a Lenda do Lago, explicar as origens da Vila de Mortágua.
Tem sido transmitida de geração em geração, a lenda de uma importante transformação topográfica por meio da drenagem de um vastíssimo lago, ao tempo, existente.
Esse lago mitológico cobriria inteiramente as grandes várzeas do centro do concelho, totalizando portanto mais de 5 KM quadrados de extensão.
E assim o local onde está situada a Vila de Mortágua, com as férteis várzeas onde correm o rio de Mortágua e o seu afluente, o ribeiro da Frágua (hoje ribeira de Fraga), seria um grande lago habitado por peixes de água doce.
Os Mouros (ou os Romanos) vieram porém um dia a conquistar esta região e resolveram drenar a água do lago, para o que abriram uma brecha nas rochas de Alçaperna.
A água escoou-se e os terrenos ficaram secos, então o sítio da Água Morta, ou seja, Mortágua, pôde ser povoado e cultivadas as várzeas adjacentes.
Por outro lado, a história romana refere a passagem pela Beira Alta de vários generais romanos, em campanhas de conquista e de repressão de revoltas.
Uma moeda e uma lápide, testemunham objectivamente a permanência dos romanos neste lugares, tal como, vestígios de vias romanas indicam o trânsito frequente dos Romanos por este corredor, que é a região de Mortágua, entre a Beira Alta e o Litoral Ocidental.

Lenda do Juiz de Fora

Um juiz de fora foi indicado para exercer justiça em Mortágua. No entanto, abusou dos poderes que possuía e a população não gostou.
Um dia tocou o sino a rebate. O povo aprisionou-o, conduzindo-o para além dos limites concelhios. Parece que para o lado oposto do rio Cris. Nesse local foi assassinado com recurso a alfaias agrícolas: forquilhas, sachos, etc.
O soberano tentou indagar da responsabilidade no sentido de haver punição. O funcionário régio encarregue da inquirição ia perguntando aos moradores de Mortágua quem havia cometido o crime. O povo à pergunta: "quem matou o juiz?", respondia: "Foi Mortágua". Esta resposta espalhou-se pelo país, daí ainda hoje se pergunta a alguém que nasceu neste município: "quem matou o juiz?". Como nem sempre a questão foi pacífica, podiam chover impropérios e agressões.

Lenda do Juiz de Fora (outra versão)

Afonso IV determinou, por lei, que a justiça concelhia não fosse atribuída aos juizes da terra, mas a um juiz de nomeação régia.
Em Mortágua havia queixas contra um moço de espora de D. Gil Fernandes, senhor de Carvalho e Cercosa, a quem não era aplicada justiça por parte dos juizes do concelho. Para atender as reclamações foi nomeado um magistrado de Coimbra. Este não se exemiu a fazer cumprir a lei: mandou prender o criado do fidalgo ao pelourinho, de modo a ser vergastado.
Quando D. Gil tomou conhecimento do facto, esperou o juiz no seu regresso a Coimbra. Agrediu-o, cortou-lhe as orelhas e o nariz.
Temendo a fúria persecutória do rei, fugiu para Castela. Em 1340 participou ao lado dos castelhanos, na Batalha do Salado, contra os muçulmanos. Considerando a sua participação nesse evento, o rei D. Afonso IV perdoou-lhe a atitude e deixou-o regressar à pátria.

Lenda dos Calvos

Num vale, pelos fins do Século XV, inícios do seguinte, encontrou, um individuo calvo, da freguesia do Sobral, Concelho de Mortágua, escondida na toca de um castanheiro, uma imagem da Virgem.
A notícia chegou aos moradores dessa freguesia, bem como aos de Pala. Os do Sobral achavem que a imagem lhe pertencia, por isso a levaram para a sua igreja. No entanto, a Senhora desaparecia dessa igreja e voltava a ser encontrada no buraco do castanheiro.
Apesar de ser levada, de novo, para o Sobral, e a igreja da paróquia estar guardada, a imagem fugia sempre. Acabaram por ser os habitantes de Pala a erigir uma Capela no sítio do seu aparecimento.

Gastronomia da região de Mortágua



Mortágua tem uma grande variedade de produtos culinários regionais, tais como:

- Xanfana;

- Bolo Doce ou Folar da Páscoa / Bolo de Mortágua;

- Torresmos de Manteiga;

- Mel com cebola;

- Pão caseiro;

- Filhós de abóbora menina;

- Leite creme à moda antiga;

- Coscorões;

- Barrigas de freira;

- Bolo Rei;

- Rancho;

- Sonhos;

- Arroz doce à moda antiga;

- Caldo Verde;

- Arroz de espigos;

- Papas de nabo.

Louças de Barro Vermelho da Gândara

Em termos de artesanato, as Louças de Barro Vermelho da Gândara, são a forma de artesanato mais importante e conhecida de Mortágua.
Devido à abundância de barro vermelho nesta localidade, foi nascendo a arte de trabalhar o barro, a olaria do barro vermelho da Gândara, berço do artesanato local.
Da olaria, que tem como artista/oleiro mais famoso o Sr. Antero Gonçalves, saem desde as peças mais utilitárias às mais artísticas e decorativas. Entre as peças criadas, alguns exemplos como: assadores de chouriço, panelas, galheteiros, canecas, bilhas e púcaras, e peças mais decorativas, como vasos e jarras.

Em termos de artesanato podemos ainda encontrar as mantas de retalhos, artigos de vime, gamelas de madeira, brinquedos de madeira, móveis de restauro, rendas e bordados.

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